Mercado
Comprar imóvel em ano de eleição: esperar o resultado ou fechar negócio agora?
Neste domingo, 4 de outubro, o Brasil vai às urnas para o primeiro turno, e o eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro, segundo o calendário eleitoral da Justiça Eleitoral. Nessa época sempre aparece a mesma pergunta no atendimento: é melhor esperar a eleição passar para comprar ou vender um imóvel?
As pesquisas mais recentes ajudam a responder com dados e não só com sensação.
O que dizem as pesquisas
Um levantamento da Portas, com dados da Loft/Offerwise, ouviu 1.400 pessoas entre 21 e 30 de julho de 2026. Entre quem pretende comprar imóvel:
- 51% dizem que a eleição presidencial não muda seus planos (53% no caso da eleição estadual);
- 18% a 21% pretendem adiar a compra;
- 19% a 21% pretendem antecipar, para fechar antes de qualquer mudança de cenário.
Ou seja, quem adia e quem antecipa praticamente se compensam. Não há uma fuga do mercado.
Uma pesquisa do Grupo OLX, divulgada pela Exame, aponta na mesma direção: entre os compradores que dizem ser influenciados pela eleição, 42% passaram a buscar imóveis mais baratos e 27% aceleraram a compra. Na prática, as pessoas não desistem; ajustam a faixa de preço.
Os números do primeiro semestre confirmam: foram cerca de 226 mil unidades comercializadas no país, alta de 5,4% sobre o mesmo período de 2025, como lembrou o conselheiro da Ademi-ES Christiano de Souza Pereira em coluna em A Gazeta.
Onde está a insegurança de verdade
O dado mais interessante da pesquisa da Portas não é sobre comprar, e sim sobre financiar. Na amostra geral, 48% se dizem inseguros para assumir um financiamento de longo prazo neste momento, contra só 18% que se dizem seguros. Entre os compradores em potencial, a insegurança cai para 32%.
Isso faz sentido. Um financiamento imobiliário dura 20, 30 ou 35 anos. Ele atravessa vários governos. O que pesa na parcela não é quem ganha a eleição, e sim três fatores bem concretos:
- Taxa de juros contratada no dia da assinatura;
- Sistema de amortização (SAC ou Price) e o indexador do saldo;
- Sua renda e sua reserva para atravessar os anos difíceis.
E os juros?
O Copom cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano na reunião de 15 e 16 de setembro, sem prometer calendário para novos cortes, segundo o Clube FII News. A próxima reunião está marcada para 3 e 4 de novembro, conforme o calendário do Copom, já depois do segundo turno.
Traduzindo: quem espera a eleição passar esperando juro muito menor em novembro tende a se frustrar. Os cortes têm sido graduais, e o juro do financiamento não acompanha a Selic de forma imediata. E, se a taxa cair lá na frente, existe a portabilidade de crédito para renegociar.
Como decidir no seu caso
Em vez de olhar para o calendário eleitoral, olhe para o seu calendário:
- Vai morar? Se o imóvel resolve sua vida e a parcela cabe com folga no orçamento, adiar costuma custar aluguel pago e risco de o preço continuar subindo.
- Vai investir? Avalie rentabilidade de aluguel e liquidez da região, não a manchete da semana.
- Vai vender? Compradores mais cautelosos negociam mais. Preço bem avaliado e documentação em dia fazem diferença maior do que a data.
- Vai financiar? Simule com renda real, mantenha uma reserva de pelo menos alguns meses de parcela e compare bancos.
Vale lembrar que a pesquisa da Portas foi feita em capitais como São Paulo, Rio e Belo Horizonte, e não inclui o Espírito Santo. Em Vila Velha, em bairros como Praia da Costa, Itapuã e Itaparica, cada negócio deve ser analisado pela realidade local de oferta, preço e prazo, e não pela média nacional.
Fale com o Carlos
Se você está em dúvida entre comprar agora ou esperar, vale conversar com números do seu caso na mesa: simulação de financiamento, avaliação do seu imóvel e opções que cabem no seu orçamento em Vila Velha. Chame o Carlos no WhatsApp ou ligue para (27) 98889-1605.